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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Fala à Santíssima Virgem de coração a coração


Fala à Santíssima Virgem de coração a coração.

Quando te sentires só olha para Ela 
e verás que, sorrindo, te diz: 
“esta tua Mãe jamais te deixa só”. 

Santa Teresa dos Andes, 
Carta 81

Minha Mãe, 
porque hei-de sentir-me só, 
quando estás sempre comigo 
e me amas imensamente! 
Qual é o filho pequeno 
que não se sente seguro ao pé da sua mãe, 
quando sabe que o ama assim! 
Sinto-me só porque não deixo que me olhes nos olhos. 
E também porque não olho para os Teus olhos 
cheios de ternura e compaixão!
Quando se encontram os olhos, 
conhecem-se os corações!
E o Teu, minha Mãe, 
está revestido de Céu e de Luz, 
está cheio de Amor por mim!
Fica comigo, minha Mãe 
e conduz-me até Jesus!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O sentido da celebração - Origem da solenidade



1. O sentido da celebração 

Na quinta-feira, após a solenidade da Santíssima Trindade, a Igreja celebra devotamente a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, festa comumente chamada de Corpus Christi. A motivação litúrgica para tal festa é, indubitavelmente, o louvor merecido à Eucaristia, fonte de vida da Igreja. Desde o princípio de sua história, a Igreja devota à Eucaristia um zelo especial, pois reconhece neste sinal sacramental o próprio Jesus, que continua presente, vivo e atuante em meio às comunidades cristãs. Celebrar Corpus Christi significa fazer memória solene da entrega que Jesus fez de sua própria carne e sangue, para a vida da Igreja, e comprometer-nos com a missão de levar esta Boa Nova para todas as pessoas.

Poderíamos perguntar se na Quinta-Feira Santa a Igreja já não faz esta memória da Eucaristia. Claro que sim! Mas na solenidade de Corpus Christi estão presentes outros fatores que justificam sua existência no calendário litúrgico anual. Em primeiro lugar, no tríduo pascal não é possível uma celebração festiva e alegre da Eucaristia. Em segundo lugar, a festa de Corpus Christi quer ser uma manifestação pública de fé na Eucaristia. Por isso o costume geral de fazer a procissão pelas ruas da cidade. Enfim, na solenidade de Corpus Christi, além da dimensão litúrgica, está presente o dado afetivo da devoção eucarística. O Povo de Deus encontra nesta data a possibilidade de manifestar seus sentimentos diante do Cristo que caminha no meio do Povo.

2. Origem da solenidade

Na origem da festa de Corpus Christi estão presentes dados de diversas significações. Na Idade Média, o costume que invadiu a liturgia católica de celebrar a missa com as costas voltadas para o povo, foi criando certo mistério em torno da Ceia Eucarística. Todos queriam saber o que acontecia no altar, entre o padre e a hóstia. Para evitar interpretações de ordem mágica e sobrenatural da liturgia, a Igreja foi introduzindo o costume de elevar as partículas consagradas para que os fiéis pudessem olhá-la. Este gesto foi testemunhado pela primeira vez em Paris, no ano de 1200.

Entretanto, foram as visões de uma freira agostiniana, chamada Juliana, que historicamente deram início ao movimento de valorização da exposição do Santíssimo Sacramento. Em 1209, na diocese de Liége, na Bélgica, essa religiosa começa ter visões eucarísticas, que se vão suceder por um período de quase trinta anos. Nas suas visões ela via um disco lunar com uma grande mancha negra no centro. Esta lacuna foi entendida como a ausência de uma festa que celebrasse festivamente o sacramento da Eucaristia.

3. Nasce a festa do Corpus Christi

Quando as idéias de Juliana chegaram ao bispo, ele acabou por acatá-las, e em 1246, na sua diocese, celebra-se pela primeira vez uma festa do Corpo de Cristo. Seja coincidência ou providência, o bispo de Juliana vem a tornar-se o Papa Urbano IV, que estende a festa de Corpus Christi para toda Igreja, no ano de 1264. 

Mas a difusão desta festa litúrgica só será completa no pontificado de Clemente V, que reafirma sua significação no Concilio de Viena (1311-1313). Alguns anos depois, em 1317, o Papa João XXII confirma o costume de fazer uma procissão, pelas vias da cidade, com o Corpo Eucarístico de Jesus, costume testemunhado desde 1274 em algumas dioceses da Alemanha.

O Concílio de Trento (1545-1563) vai insistir na exposição pública da Eucaristia, tornando obrigatória a procissão pelas ruas da cidade. Este gesto, além de manifestar publicamente a fé no Cristo Eucarístico, era uma forma de lutar contra a tese protestante, que negava a presença real de Cristo na hóstia consagrada.

Atualmente a Igreja conserva a festa de Corpus Christi como momento litúrgico e devocional do Povo de Deus. O Código de Direito Canônico confirma a validade das exposições publicas da Eucaristia e diz que ·principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, haja procissão pelas vias públicas· (cân. 944).

4. A celebração do Corpo de Cristo

Santo Tomás de Aquino, o chamado doutor angélico, destacava três aspectos teológicos centrais do sacramento da Eucaristia. Primeiro, a Eucaristia faz o memorial de Jesus Cristo, que passou no meio dos homens fazendo o bem (passado). Depois, a Eucaristia celebra a unidade fundamental entre Cristo com sua Igreja e com todos os homens de boa vontade (presente). Enfim, a Eucaristia prefigura nossa união definitiva e plena com Cristo, no Reino dos Céus (futuro).

A Igreja, ao celebrar este mistério, revive estas três dimensões do sacramento. Por isso envolve com muita solenidade a festa do Corpo de Cristo. Não raro, o dia de Corpus Christi é um dia de liturgia solene e participada por um número considerável de fiéis (sobretudo nos lugares onde este dia é feriado). As leituras evangélicas deste dia lembram-nos a promessa da Eucaristia como Pão do Céu (Jo 6, 51-59 - ano A), a última Ceia e a instituição da Eucaristia (Mc 14, 12-16.22-26 - ano B) e a multiplicação dos pães para os famintos (Lc 9,11b-17 - ano C).

5. A devoção popular

Porém, precisamos destacar que muito mais do que uma festa litúrgica, a Solenidade de Corpus Christi assume um caráter devocional popular. O momento ápice da festa é certamente a procissão pelas ruas da cidade, momento em que os fiéis podem pedir as bênçãos de Jesus Eucarístico para suas casas e famílias. O costume de enfeitar as ruas com tapetes de serragem, flores e outros materiais, formando um mosaico multicor, ainda é muito comum em vários lugares. Algumas cidades tornam-se atração turística neste dia, devido à beleza e expressividade de seus tapetes. Ainda é possível encontrar cristãos que enfeitam suas casas com altares ornamentados para saudar o Santíssimo, que passa por aquela rua.

A procissão de Corpus Christi conheceu seu apogeu no período barroco. O estilo da procissão adotado no Brasil veio de Portugal, e carrega um estilo popular muito característico. Geralmente a festa termina com uma concentração em algum ambiente público, onde é dada a solene bênção do Santíssimo. Nos ambientes urbanos, apesar das dificuldades estruturais, as comunidades continuam expressando sua fé Eucarística, adaptando ao contexto urbano a visibilidade pública da Eucaristia. O importante é valorizar este momento afetivo da vida dos fiéis.

Evaldo César de Souza, C.Ss.R
Fonte:
 http://www.redemptor.com.br

quinta-feira, 29 de março de 2012

Perseverar no amor


2742- "Orai sem cessar" ( 1 Ts 5,17 ), "sempre e por tudo dando graças a Deus Pai, em nome de nosso Senhor, Jesus Cristo" ( Ef 5, 20 ), "com orações e súplicas de toda sorte, orai em todo o tempo, no Espírito e, para isso, vigiai com toda perseverança e súplica por todos os santos" (Ef 6,18 ). "Não nos foi prescrito que trabalhemos, vigiemos e jejuemos constantemente, enquanto, para nós, é  lei rezar sem cessar". Esse ardor incansável só pode provir do amor. Contra nossa pesada lentidão e preguiça, o combate da oração é o do amor humilde, confiante e perseverante. Esse amor abre nossos corações para três evidências de fé, luminosa e vivificantes:

2743- Orar é sempre possível: o tempo do cristão é o de Cristo ressuscitado que "está conosco todos os dias"  ( Mt 28,20 ), apesar de todas as tempestades. Nosso tempo está nas mãos de Deus:

É possível até no mercado ou num passeio solitário fazer uma oração freqüente e fervorosa. Sentados em vossa loja, comprando ou vendendo, ou mesmo cozinhando.

2744- Orar é uma necessidade vital. A prova contrária não é menos convincente: se não nos deixarmos levar pelo Espírito, cairemos de novo na escravidão do pecado. Como o Espírito Santo pode ser "nossa Vida", se nosso coração está longe dele?

Nada se compara em valor à oração; ela torna possível o que é impossível, fácil o que é difícil. É impossível que caia em pecado o homem que reza".

Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena.

2745- Oração e vida cristãs são inseparáveis, pois se trata do mesmo amor e da mesma renúncia que procede do amor. Trata-se da mesma conformidade filial e amorosa ao plano de amor do Pai; da mesma união transformadora no Espírito Santo, a qual nos conforma sempre mais a Cristo Jesus; trata-se do mesmo amor por todos os homens, aquele amor com que Jesus nos amou. "Tudo o que pedirdes a meu Pai em meu nome Ele vos dará. Isto vos mando: amai-vos uns aos outros" ( Jo 15, 16-17 ). 

Ora sem cessar aquele que une a oração às obras e as obras à oração. Somente dessa forma podemos considerar como realizável o princípio de orar sem cessar.

( CIC 2742,2743,2744,2745 )

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Elevo a Ti meu coração


Te bendigo, Senhor,
por todos aqueles que agora
repousam um sono tranqüilo,
Te peço por aqueles que
não podem dormir,
atormentados na alma e no corpo.

Elevo a Ti meu coração
para que me guarde na escuridão da noite;
assim, busco o Teu resguardo misericordioso,
e acalma os turbilhões
da minha agitação.

Os meus olhos estão voltados a Ti, Senhor.
Amém.

domingo, 26 de junho de 2011

Evangelho (Mateus 10,37-42)

Domingo, 26 de Junho de 2011
13º Domingo Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 37“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim.
38Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39Quem procura conservar a sua vida, vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 40Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.41Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Luz no Horizonte

A solidão onipresente tem muitos nomes e sobrenomes, inúmeras nuances e intensidades, infindos ciclos de duração.
Um sofrimento oculto. O deserto da doença. O medo do fracasso, da morte, de ser passado para trás.
A calúnia, a ingratidão, o ódio, a injustiça. O túnel sem luz, a fonte sem água, a esperança que faliu e o projeto que não deu certo.
A dor de não ser amado. Ou de já não ser mais lembrado. De uma gratificante amizade de outrora, talvez apenas a dolorida lembrança, uma presença-ausente.
A sensação de inutilidade, de marginalização, de quem se sente sozinho, incompreendido, sobrando, fenecendo. Um grito parado no ar, sem eco, sem resposta amiga, cordial.
Situações humanas, pedaços da vida de muita gente, capítulos talvez conhecidos e vivenciados aquui e ali por cada um de nós. Além de poeta, o velho Goethe se revela psicólogo espiritual quando avisa:
- Tenhamos sempre muita confiança. Sempre e em quaisquer circunstâncias é preferível esperar a desesperar. No coração repleto de confiança em Deus não há lugar para o temor.
E a voz confortadora do Mestre, que veio para salvar e não condenar, nos confidencia incutindo ânimo.

-Vinde a mim todos os que estais aflitos e sobrecarregados. Eu tornarei mais leve e suave o fardo de todos vocês.

( Extraido do livro Cinco Minutos com Deus, Pe. Roque Schneider )

Luciano Lester